Ambiente Virtual de AprendizagemEADNovas Tecnologias

Melhore seu EAD com um Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA)

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O chamado Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) é aquele no qual são utilizadas as atuais ferramentas e mídias digitais, ligadas à internet, como os principais meios de interação entre professor e aluno.

Os novos tempos, como se sabe, exigem mais rapidez no envio e recebimento de informações, menos ruídos de comunicação, interação quase instantânea, personalização do aprendizado, dinamismo, entre outras exigências que o ambiente do “ciberespaço” consegue oferecer – especialmente pela sua facilidade de encurtar distâncias.

No AVA a presença física não é mais necessária

De acordo com a definição mais comumente aceita de internet, ela seria uma “rede de computadores espalhados por todo o mundo, que compartilham dados e informações, unindo pessoas físicas, órgãos de pesquisa, entidades culturais, instituições militares, bibliotecas e empresas de todos os portes”.

Logo, esse é o ambiente ideal, segundo Santos (2006), para que se ultrapasse o ambiente tradicional da sala de aula para criar um “Comunidade Virtual de Aprendizagem”. Onde o ensino à distância não seja apenas e tão somente uma forma de “espalhar” conhecimento e educação a um número maior de indivíduos e sim de tornar essa distribuição mais rápida, personalizada e, principalmente, de acordo com as exigências da chamada “Nova Era Digital”.

As características do AVA

Quem poderia imaginar que uma tecnologia com o objetivo de interconectar os computadores dos centros de defesa militar dos EUA as universidades, no final dos anos 60, hoje seria utilizada para o singelo e pacífico fim de distribuir conhecimento e educação.

Essa tecnologia foi o embrião do que podemos chamar hoje de ensino à distância!

Inicialmente, tinha apenas o objetivo de criar fóruns de debate, veicular informações, receber sugestões de alunos, reproduzir descobertas no âmbito acadêmico e científico – tudo isso, como podemos supor, voltado exclusivamente ao universo das faculdades americanas.

E hoje, segundo Almeida (2003), essa tecnologia recebe o nome de Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA).

Uma metodologia de ensino (ainda segundo a autora) que se utiliza de programas de computadores capazes de distribuir material didático, permitir a interação entre professor e aluno e solucionar dúvidas.

Além disso, possibilitam a realização de testes, provas, exercícios, entre outras ações típicas da pedagogia moderna – só que no âmbito estritamente virtual proporcionado pela internet.

Tudo isso, obviamente, levando-se em consideração as diferenças entre esses “meios” (virtual e presencial). Que possuem cada qual as suas especificidades.

Que precisam ser observadas para o bem da aprendizagem; para que ela ocorra com a mesma eficácia com que ocorria no modelo tradicional – no qual o professor era o centro; o responsável pelo aprendizado do aluno.

O que não ocorre no método de ensino à distância, no qual o aluno é o “centro”. Dependerá dele – ainda com maior intensidade – o êxito de tal metodologia.

Serão os seus esforços as principais ferramentas garantidoras do sucesso desse que já é considerado o modelo de ensino por excelência do séc. XXI.

O uso das principais ferramentas tecnológicas no Ambiente Virtual de Aprendizagem

No ensino à distância um computador, acesso à internet e interesse em buscar conhecimento podem resumir esse modelo de ensino.

De acordo com Pereira (2007), “os AVAs só existem porque existem as mídias que se utilizam do “ciberespaço” para o envio e recebimento de material didático e para a interação entre os personagens do processo de aprendizagem.”

Mas, essa aprendizagem irá depender:

  • dos esforços do discente;
  • das pretensões da política pedagógica implementada;
  • da qualidade do material veiculado;
  • da qualificação dos professores (ou tutores);
  • da qualidade das ferramentas digitais utilizadas;
  • do nível de profissionalismo da equipe técnica;
  • entre outros fatores.”

Ainda segundo o autor, os atuais recursos tecnológicos que se prestem a esse papel deverão apresentar:

  • Suporte adequado;
  • Capacidade para a veiculação do material (com as suas devidas informações institucionais);
  • Capacidade para a execução de downloads e uploads de documentos;
  • Comunicação rápida e sincronizada;
  • Segurança no acesso às provas, testes e exercícios dos alunos (além de ótimo gerenciamento dos seus respectivos desempenhos).
  • E ferramentas capazes de permitir a resolução de problemas, imprevistos e a promoção de atividades extracurriculares.

Enfim, o ensino à distância, por meio do (AVA), deverá ter como palavra de ordem a “Interação”.

Algo que era criado de forma natural no antigo método de ensino (presencial), mas que, no ambiente virtual, pode ser facilmente prejudicado em virtude das distâncias. Justamente por esse motivo que a cada dia esforços são empreendidos com o intuito de fazer com que esse fator “Interação” não seja prejudicado. Por meio das modernas mídias sociais, que envolvem a comunicação por chats, fóruns de discussões, redes sociais, aplicativos, entre outras ferramentas que possam ser agregadas às já tradicionais ferramentas de ensino à distância.

A realidade do ensino à distância no país

Atualmente o ensino à distância é uma modalidade amparada por lei no Brasil. É a Lei nº 9.394/1996, seguida pelos Decretos nº 2.494/1998 e nº 2.561/1998, que o autorizam.

A legislação brasileira também contempla o ensino semipresencial (em ambiente virtual e presencial) por meio da Portaria nº 4.059, de 10/12/2004.

Essa é a portaria que autoriza todas as instituições de ensino superior do Brasil a introduzirem em suas grades curriculares alguns cursos nesse formato (semipresencial).

E de acordo com o Art. 1º da portaria: “As instituições de ensino superior poderão introduzir, na organização pedagógica e curricular de seus cursos superiores reconhecidos, a oferta de disciplinas integrantes do currículo que utilizem modalidade semipresencial, com base no Art. 81 da Lei n. 9.394, de 1996, e no disposto nesta Portaria.”

O resultado dessas regulamentações pode ser observado na participação de cerca de 1,5 milhão de alunos em cursos à distância no país – totalizando quase 19% de todas as matrículas realizadas.

Números que impressionam, principalmente quando se leva em consideração os não mais do que 60.000 alunos que estavam matriculados nesse formato em 2004.

Uma combinação de horários flexíveis, mensalidades que podem ser até 70% mais baratas, diversos incentivos governamentais, entre outros fatores, têm feito com que a modalidade se consagre como a melhor alternativa para a democratização do ensino superior no Brasil.

Ensino que, em tempos de mudanças na legislação trabalhista, aumento da concorrência, crises econômicas, entre outras dificuldades, podem fazer toda a diferença entre o sucesso e o fracasso de uma instituição.

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